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Em
1852 na chácara do Barão Amaro Velho da Silva, que havia
falecido em 25 de abril de 1850, e que foi diretor do
Banco do Brasil e pertenceu a Maçonaria (G.O.B.), foi aberta a hoje Rua Santo Amaro
(estritamente do ponto de vista técnico, hoje a Rua Santo Amaro
pertence ao Bairro da Glória e em parte ao Bairro de
Santa Teresa)
Anteriormente se
chamava Rua Dom Carlos, Rei de Espanha, pai de Dona
Carlota Joaquina.
Foi
uma dupla
homenagem: Ao Santo Amaro e ao dono da chácara. O barão
morreu pobre, parte de
suas terras foi adquirida por Hermenegildo Antônio Pinto, que doou para
a Beneficência Portuguesa e para sua construção que começou em 1853.
Santo
Amaro (imagem do século XV/abaixo/direita), nasceu
em Roma, seu pai pertencia ao Senado Romano, aos 12 anos
de idade Santo Amaro foi entregue aos
cuidados de São Bento. Se tornando um monge exemplar, logo serviu de exemplos para
outros religiosos.
Ficou ainda conhecido por salvar São
Plácido de um afogamento em circunstâncias milagrosas;
se tornou o herdeiro espiritual
de São
Bento, é atribuído a ele
a fundação
Instituto Beneditino nas Gálias, famosos pelo ensino e erudição
dos seus monges.
No
número 5 da Rua Santo Amaro, viveu durante muitos anos o escritor modernista Mário de Andrade (Mário Raul de Morais
Andrade, foto a esquerda).
Na
mesma rua ficava o solar do Barão do Rio Negro, vendido
pelos herdeiros para Paschoal Segreto, que nele inaugurou
o "High Life", famoso café-concerto que depois
ficou conhecido pelos seus bailes de carnaval. Minha
mãe me conta que quando ela era adolescente, não podia pegar
qualquer condução que passasse em frente ao High Life, pois as
moças ficavam "mal-faladas" só de passar em
frente.

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