Bairro do Catete -
Presidentes no Palácio
- Prudente de Morais
Floriano
Peixoto
Manuel
Vitorino
Marechal
Bittencourt
A
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Ficou
no Palácio doCatete
de 1894
- 1898, Prudente
José de Morais e Barros.
Nasceu em Itu
- SP em 4/10/1841 e morreu em
Piracicaba - SP em 13/02/1902 (na época a cidade de Piracicaba
chamava-se Constituição).
Ele
foi o primeiro presidente civil do Brasil, chegou ao Rio de Janeiro como
Presidente Eleito, de trem, sem ninguém para recepcioná-lo,
hospedou-se no Hotel dos Estrangeiros, que ficava na Praça José de
Alencar (onde hoje está o Restaurante Planalto)e que
não era um dos mais luxuosos; tentou uma audiência com o
Presidente
Floriano Peixoto (Floriano Vieira Peixoto, alagoano de
Ipióca, nasceu em 1839 e morreu em 1895 - Barra Mansa - RJ)
que ainda estava no cargo, mas não foi atendido. Mesmo
tendo sua candidatura sido por indicação do ex-presidente.
No dia
da posse, teve que pegar carona na carruagem do Embaixador da
Inglaterra.
Quando
chegou no Palácio Itamaraty, encontrou-o vazio com garrafas espalhadas
pelo chão e os estofados furados a golpes de espadas.
Já
no poder, ele abafou uma tentativa de golpe militar, para trazer de
volta o Marechal Floriano Peixoto (foto ao lado).
O
Território do Amapá durante o seu governo, era governado por um triunvirato,
chefiado pelo Capitão VeigaCabral, que prendeu o Capitão-Governador daGuiana, sendo assim, por ordem do Governador de Caiena a CanhoneiraBengali,
atacou de surpresa a o povoado do Amapá, o local foi defendido por 14
brasileiros e um norte-americano; diante desta defesa heróica, Brasil e França assinam um tratado pelo qual aceitam
a arbitragem internacional do ConselhoFederalSuíço,
para resolver os problemas de fronteiras com a Guiana.
Em
1896, atendendo a um pedido do Governo da Bahia, envia tropas para
intervir em Canudos, visto que um sem número de fanáticos religiosos
chefiados por um líder de aspirações messiânicas, AntonioConselheiro,
já fugia ao controle do governo local. A coisa tomou proporções de guerra,
sendo a polícia baiana vencida uma vez e as forças do exército postas para
correr por 3 vezes, só terminando com o envio de muitos batalhões do exército
comandados pelos GeneraisArturOscar, Savaget e
contando com a presença no teatro de operações com o próprio MinistrodaGuerra o MarechalCarlosMachadoBitencourt.
Doente, se ausenta do cargo por 4
meses; assume o Vice-Presidente Manuel Vitorino, seu inimigo político
que transfere o governo para o Palácio do Catete.
No
dia 5 de novembro de 1897, Prudente de Morais sofreu um atentado, onde
morre o então Ministro da Guerra, o Marechal Carlos
Bittencourt (Carlos Machado Bittencourt).
PrudentedeMorais deveria recepcionar soldados que voltavam vitoriosos da GuerradeCanudos. Ao se encerrarem as solenidades a bordo do navio EspíritoSanto, entrou em um carro com o MarechalBitencourt, com o GeneralLuísMendesdeMoraes e com os CoronéisJoãoNeiva e ToméCordeiro, por volta das 13:00h ao deixar o
embarcadouro do Arsenal de Guerra (atual Museu Histórico Nacional),
do meio do povo surgiu o AnspeçadaMarcelinoBispo (anspeçada
era um posto militar, acima de recruta e abaixo do que hoje seria o posto de
cabo), que puxou uma garrucha, se atrapalhou e não conseguiu disparar, o MinistrodaGuerra, o dominou, retirando-lhe a arma de fogo, deu as costas
ao agressor, para aclamar os ânimos tanto do Presidente, como dos outros
oficiais, que queriam segurar o anspeçada, não percebendo que Marcelino
estava com uma punhal nas mãos , foi esfaqueado 4 vezes pelas costas.
Finalmente Marcelino Bispo foi dominado por um cabo de polícia de nome AlfredoFranciscoMartinsPereira, que o levou preso para a
carceragem do próprio Arsenal deGuerra.
Através
de depoimentos tomados a época ficou claro que os autores intelectuais do
atentado foram o CapitãoDeoclecianoMártir e o dono do JornalOJacobinoJosédeSousaVeloso que
inclusive forneceu as armas do crime. Porém as investigações foram muito
prejudicadas em razão do suicídio de MarcelinoBispo.
Consegue
também com muita dificuldade pacificar o sul, acabando com a RevoluçãoFederalista.
Deixou
o governo, desta vez numa carruagem "Landau", com enorme
popularidade.