Pequena História do Catete - Ruas Significado

Pedro Américo

Pedro Américo,

(auto-retrato), com 11 anos.

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Moisés e Jacobed Retrato de Pedro Américo

Moisés e Jacobed

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Rua Pedro Américo

A Rua Pedro Américo é dedicada a Pedro Américo de Figueiredo e Mello.

Esta rua se chamava Rua da Pedreira da Glória, é uma homenagem ao grande pintor paraibano que nasceu na Cidade de  Areia no Estado da Paraíba no dia 29 de abril de 1843. 

Chegou ao Rio de Janeiro em 1854 passando a estudar no Colégio Pedro II

Dom Pedro II sempre visitava o colégio. Um dia  Pedro Américo fez o retrato do monarca sentado, de cabeça baixa, com um livro nas mãos, como se estivesse lendo. Este caso fez com que ele ganhasse do Imperador uma matrícula gratuita na Academia de Belas Artes. Nesta época ele tinha 12 anos de idade.

Assim se tornou protegido de Dom Pedro II, foi também escritor (O Foragido, Cidade Eterna e Holocausto), e formou-se em ciências naturais em Bruxelas defendeu a tese "La Science et les Systèmes: questions d´histoire et de philosohie naturelle" (A Ciência e os Sistemas: Questões de História e Filosofia Natural), publicada na Universidade de Bruxelas, em 1869 (traduzida pela Editora da Universidade Federal da Paraíba, em 1999). 

Batalha do Havaí de Pedro Américo

Batalha do Avaí

A Batalha do Avaí, pintando em Florença - Itália, obra de Pedro Américo 1874/1877, é a maior pintura do Brasil, com 62 m2.. Na parte superior da moldura contem um medalhão com o monograma do imperador Dom Pedro II, que foi quem encomendou o quadro e pagou pela sua confecção, o quadro foi encomendado dois anos após o término da Guerra do Paraguai e levou 5 anos para ser finalizado. foi exposto primeiramente em Florença - Itália e só depois veio para o Rio de Janeiro (salão de exposições de 1879). A imagem retrata uma batalha ocorrida às margens do Rio Avaí em 11 de setembro de 1868 onde morreram cerca de 3.000 pessoas. Foi totalmente pintado na Itália e Pedro Américo nunca esteve no teatro de operações da Guerra do Paraguai. Dentre os personagens históricos que aparecem no quadro estão o então Marquês de Caxias e o General Osório.

Lá, na esquina com a Rua do Catete, está até hoje a delegacia do bairro, a 9ª Delegacia de Polícia (foto abaixo), foi a primeira vez que um prédio foi construído especificamente com essa finalidade, projetado pelo Arquiteto Heitor Melo, inaugurada na época do Presidente Afonso Pena (Afonso Augusto Moreira Pena), esta delegacia, de triste memória dos anos da ditadura militar, que se instaurou no Brasil após o golpe de 1964; a tortura era comum neste Distrito Policial. No final dos anos 1990 se cogitou de transformar o prédio em "Museu da Tortura", mas, hoje, 2002, ela foi reformada e reinaugurada, tendo inclusive um charmoso relógio que de hora em hora toca um trecho de "Jesus Alegria dos Homens"; quem te viu e quem te vê... (nem sempre a melodia é a mesma; nota do autor de 11/07/03).

9ª Delegacia de Polícia na Esquina da rua do Catete com Rua Pedro Américo

9ª Delegacia de Polícia, na esquina da Rua do Catete com Rua Pedro Américo.

Na Rua Pedro Américo funcionou também o Clube Dramático Gradim aux Flambeaux no final do século XIX.

Aos 62 anos, muito debilitado, Pedro Américo falece. Sua morte se dá no dia 7 de outubro de 1905, na cidade de Florença, Itália. Seu corpo foi sepultado, em João Pessoa - Capital da Paraíba - no dia 28 de abril de 1906, contrariando seu último pedido, que era ser enterrado em sua terra natal, 37 anos após sua morte, seus restos mortais foram levados para a cidade de Areia, no dia 29 de abril de 1943, data em que se comemorou o seu centenário de nascimento.

 

 

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