Bairro do Catete - Os Presidentes no Palácio - Epitácio Pessoa

Presidente Epitácio Pessoa

 

João Pessoa

João Pessoa

Getúlio Vargas

Getúlio Vargas

Hermes da Fonseca

Hermes da Fonseca

Artur Bernardes

Artur Bernardes

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Igreja de São Januário no Morro do Castelo

Igreja de São Januário no Morro do Castelo

De 28 de julho de 1919 - 1922 - Epitácio Lindolfo da Silva Pessoa.

Nasceu em Umbuzeiro - PB em 23/05/1865 e morreu em Petrópolis - RJ a 02/02/1942.

Primeiro presidente a nomear civis para ministérios militares. Decretou o "Estado de Sítio". Em seu governo ocorreu o episódio dos "18 do Forte" (que na realidade eram apenas 11).

 

 

Ele era tio de João Pessoa (João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque), vice na chapa de Getúlio Vargas, que foi assassinado e cujo nome é dado a Capital do Estado da Paraíba.

Sofreu com o episódio conhecido como "cartas falsas"; carta que chamava o Marechal Hermes da Fonseca (ex-presidente e militar de muita reputação), de "sargentão sem compostura", esta carta foi atribuída a Artur Bernardes, mesmo sendo ele apoiado pelo próprio Presidente Epitácio.

Criou em agosto de 1922, por decreto o Museu Histórico Nacional que iniciou suas atividades em outubro do mesmo ano, integrando a Exposição do Centenário, com duas salas na Casa do Trem (hoje o Museu Histórico Nacional).

Ao longo de sua trajetória, o Museu Histórico formou o maior acervo sob a tutela do Ministério da Cultura e transformou-se em um importante centro preservador do conhecimento, passando a ocupar, gradativamente, todo o conjunto arquitetônico da Ponta do Calabouço, nascido do Forte de Santiago. Abrigando o primeiro curso de museologia do Brasil e servindo como ponto de partida para a constituição de importantes museus brasileiros, o Museu Histórico passa a ser reconhecido internacionalmente a partir de 1940.

Em 1920 foi realizado o recenseamento da população no Brasil; o resultado foi de 30.635.685 habitantes e a Capital Rio de Janeiro, contava com 1.157.873 moradores.

Em 7 de setembro de 1920 (por decreto), cria a Universidade do Rio de Janeiro, com as cadeiras de: Direito, Medicina, Engenharia, Belas-Artes, Música, Farmácia, Odontologia, Educação Física e Letras. Para reitor, foi nomeado o Dr. Benjamim Franklin de Ramiz Galvão, o Barão de Ramiz.

Também em setembro de 1920, o Brasil recebe a visita dos Reis da Bélgica, Alberto I e sua esposa a Rainha Elisabeth, um grande acontecimento no Rio de Janeiro.

Tropas perfiladas e o povo do Rio de Janeiro, na Avenida Rio Branco, para recepcionar os Rei da Bélgica e sua esposa.

Tropas perfiladas e o povo do Rio de Janeiro, na Avenida Rio Branco, para recepcionar os Rei da Bélgica e sua esposa.

Na foto acima, os Reis Belgas em visita a Escola de Belas-Artes.

Na foto acima, os Reis Belgas em visita a Escola de Belas-Artes.

Ainda em setembro de 1920, revoga o decreto de banimento da família imperial brasileira.

Pelo decreto legislativo nº 4.120: "Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Resolução:

Art. 1º - Ficam revogados os Artigos 1º e 2º do Decreto nº 78-A, de 21 de dezembro de 1889.

Art. 2º - Fica o Poder Executivo autorizado a, mediante prévio assentimento da família do ex-Imperador Dom Pedro II, e do Governo de Portugal, transladar para o Brasil os despojos mortais do mesmo e os de sua Esposa Dona Teresa Cristina, fazendo recolhe-los a um mausoléu condigno.

Art. 3º - Fica o Governo autorizado a abrir para tal fim os necessários créditos" (procurei manter a grafia original, n.a.)

Ao saber da decisão do governo brasileiro de não mais proibir a entrada em seu território de membros da família imperial, o Conde D´Eu, visita o Brasil; ele mesmo começa as negociações para o translado dos restos mortais de Dom Pedro II e de Dona Teresa Cristina ao Brasil, que até então, estavam sepultados no Panteão de São Vicente de Fora em Lisboa.

Em 14 de novembro de 1921 morre a Princesa Isabel.

Em 17 de junho de 1922, o Rio de Janeiro recebe os aviadores portugueses Gago Coutinho e Sacadura Cabral, pioneiros na travessia do Oceano Atlântico por avião.

Epitácio Pessoa junto com o Prefeito do Rio de Janeiro Carlos Sampaio, inicia o arrasamento do Morro do Castelo, sob fortíssimos protestos de vários segmentos da sociedade carioca, visto que na verdade, foi ali, naquele morro que a cidade nasceu após sua breve passagem pelo espaço entre os morros Cara-de-Cão e Pão de Açúcar. Com a demolição do Morro do Castelo, páginas e páginas de história foram apagadas permanentemente e que nunca mais serão escritas novamente. (veja maiores detalhes em vária partes deste site usando o buscador na página inicial)

Inspeção feita pelo Presidente  Epitácio Pessoa nas obras de demolição do Morro do Castelo.

Inspeção feita pelo Presidente  Epitácio Pessoa nas obras de demolição do Morro do Castelo.

Para minimizar os efeitos das constantes secas no nordeste, promove um programa de construção de açudes e a ampliação da malha viária e ferroviária nesta região.

As "cartas falsas", foram duas cartas publicadas no jornal Correio da Manhã, propriedade de Edmundo Bittencourt, que era contra Artur Bernardes na sucessão de Epitácio Pessoa. Essas cartas foram, nas matérias publicadas, atribuídas a Artur Bernardes, que era aliado de Epitácio, nelas eram feitas várias críticas e restrições a militares, principalmente ao Marechal Hermes da Fonseca, criando uma crise política enorme.

Epitácio Pessoa tinha parentes em Pernambuco e militares locais hostilizaram esses parentes, o Marechal Hermes protestou através de telegrama enviado ao presidente tomando partido dos militares. Então por decisão presidencial o Clube Militar é fechado e manda prender nada mais nada menos que o seu presidente o Marechal Hermes da Fonseca, ex-Presidente da República. 

Em 5 de julho de 1922, ocorre levantes no Forte de Copacabana, Forte do Vigia e da Escola Militar. Que entrou para a história com o nome de "Os 18 do Forte de Copacabana"; tudo em função das "Cartas Falsas".

Com a prisão de Hermes da Fonseca, seu filho, o Capitão Euclides Hermes da Fonseca que era o comandante do Forte de Copacabana, influenciado por idéias revolucionárias dos Tenentes Siqueira Campos e Nilton Prado, organiza com o Tenente Mário Carpenter, a revolta dos fortes de Copacabana, Vigia e da Escola Militar. Conseguiram víveres para resistir se necessário por 30 dias. Segundo depoimento do soldado Manuel Ananias dos Santos, o Tenente Siqueira Campos, informou aos demais participantes, que já havia uma senha combinada para o início da revolução: Um tiro de pólvora seca, deveria ser disparado do Forte de Copacabana, a contra-senha seria outros tiros das demais guarnições envolvidas.

O tiro foi realmente disparado, só que nenhuma outra instalação militar respondeu, o Tenente Siqueira Campos esperou 10 minutos e nada. Gritou bem alto dentro do forte: 

- Fomos traídos!

No 3º Regimento, o Tenente Mário Tamarindo Carpenter, percebendo que sua unidade não aderira ao golpe, vai para o Forte de Copacabana.

Cerca de 11 horas da manhã o Tenente Siqueira Campos comunica aos seus homens que:

- Não temos o apoio de ninguém, perdemos a revolução.

E continuou:

- Não vou enganar ninguém, perdemos a revolução e só nos restam dois caminhos. O primeiro é nos entregarmos como covardes, e o segundo é sairmos por aí lutando até não podermos mais e morrer ou conseguir chegar até o Catete para dizer ao presidente da República do nosso repúdio.

Deu 10 minutos de prazo para a decisão dos homens.

Os que decidissem lutar deveriam passar para um determinado lado do quartel, os outros deveriam sair do forte.

E enquanto isso declarou: "não quero levar ninguém ao suicídio" e " quem quiser abandonar o forte, ainda está em tempo".

Apresentou aos homens um plano de explodir o forte com eles mesmos dentro.

O plano não foi aceito e foi proposto saírem e trocar tiros com quem aparecesse a frente, nas ruas.

Então, mandou um soldado subir no mastro e retirar a bandeira brasileira, o que foi feito. A bandeira foi recortada em 28 pedaços para serem colocadas junto ao peito por baixo dos uniformes.

Saíram então pela Praia de Copacabana com a intenção precípua de chegar até ao Catete. O General Abílio de Noronha afirma que eram 28 homens; os jornais da época só falam de 18, o Tenente Eduardo Gomes (mais tarde Brigadeiro), que estava no movimento e foi sobrevivente do episódio, declarou décadas mais tarde, que eram apenas 12. (apenas 11 são identificáveis n.a.).

Andaram, cada um armado de um fuzil e com um pouco de munição, no meio do caminho trocaram tiros por cerca de 1 hora e 40 minutos, uns morreram e outros foram feridos. Assim, tudo acabou.

"Os 18 do Forte"

"Os 18 do Forte"

Epitácio consegue debelar as sublevações e se dedica aos preparativos das comemorações do Centenário da Independência.

Em 7 de setembro de 1922, comemorou-se o centenário da independência com grandes mudanças no Rio de Janeiro, sobretudo para a Exposição Internacional Comemorativa do Centenário da Independência, um grande evento na época; com a participação inclusive do Presidente de Portugal o Dr. Antônio José de Almeida dentre outros dignitários estrangeiros. Uma curiosidade; o Conde D´Eu, que vinha da França especialmente para essas comemorações, morre a bordo do navio que o transportava no dia 28 de agosto, já bem próximo ao Rio de Janeiro.

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