Pequena História do Catete - Biografias

Dona Maria I (A Louca)

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Dona maria I (a louca)

Dona Maria I (A Louca)

 

Dom José I, pai de Dona Maria I

Dom José I, pai de Dona Maria I

Governou Portugal de 1750 até 1777

 

Dom Pedro III e Dona Maria I

Dom Pedro III e Dona Maria I

 

Dom João VI

Dom João VI, seu filho

 

Dona Carlota Joaquina

Dona Carlota, sua Nora.

Gomes Freire de Andrada 

Conde de Bobadela

Dom Luís de Vasconcelos, vice-rei de 1779 a 1790

Dom Luís de Vasconcelos, vice-rei de 1779 a 1790

Marques de Pombal

Marques de Pombal

Sebastião José de Carvalho e Melo

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Dom José Luís de Castro (2º conde de Resende)

O 2º Conde de Resende

 

 

 

Dom Marcos de Noronha e Brito (8º Conde dos Arcos) o último vice-rei.

Nome: Dona Maria Francisca Isabel Josefa Antonia Gertrudes Rita Joana

Local e data de nascimento: Lisboa, a 17 de Dezembro de 1734.

Local e data da Morte: Rio de Janeiro, a 20 de Março de 1816, estando sepultada na Basílica do Coração de Jesus, na Estrela, em Lisboa.

Dona Maria I (a louca), filha de Dom José I de Bragança e Dona Maria Ana Vitória de Bourbon, usou o título de Princesa da Beira até se tornar rainha. Proclamada rainha de Portugal como Dona Maria I em 13 de maio de 1777; era uma criança precoce e muito bonita. Aos 4 anos lia português e castelhano (espanhol) e aos 5 anos aprendia latim.

Seus filhos:

Dom José Francisco Xavier de Paula Domingos António Agostinho Anastácio Infante de Portugal, Príncipe da Beira e Duque de Bragança, nasceu no Paço da Ajuda em 20 de Agosto de 1761, casou em 1777 com sua tia Dona Maria Francisca Benedita de Bragança e faleceu no mesmo Paço a 11 de Setembro de 1788. Esse aí é que deveria ter sido o Rei de Portugal Brasil e Algarves no lugar de Dom João VI, mas ele morreu, vítima de varíola. Está sepultado no Panteão de São Vicente de Fora.

Dom João, Infante de Portugal. Nasceu e faleceu em 1763, está sepultado no Panteão de São Vicente de Fora.

Dom João VI de Bragança, nasceu em 13 de Maio de 1767, no Palácio Real da Ajuda, próximo a Lisboa - Portugal, se casou em 9 de junho de 1785 com Dona Carlota Joaquina e morreu em 10 Março de 1826, Lisboa, Portugal. Virou rei dos Reinos de Portugal Brasil e Algarves devido a morte do irmão mais velho Dom José e do segundo filho de Dona Maria I, que morreu logo ao nascer. (veja a biografia completa de Dom João VI a partir da página inicial deste site)

Dona Maria Clementina. Nasceu em Lisboa - Portugal, em 1774 e faleceu na mesma cidade em 1776, estando sepultada em São Vicente de Fora.

Dona Maria Isabel. Nasceu em Queluz- Portugal, em 23 de Dezembro de 1766, faleceu em Lisboa, em 1777, e jaz no mesmo panteão;

Dona Maria Ana (ou Mariana) Vitória Josefa de Bragança, nasceu em Queluz - Portugal, a 15 de Dezembro de 1768, em 1785  casou com Gabriel António Francisco Xavier de Bourbon, infante de Espanha, e morreu em 1788.

Em 1735 o Conde de Sabugosa deixa de ser vice-rei no Brasil.

Nomeado vice-rei no Brasil, André de Melo e Castro, 2º Conde de Galveias.

Em 1749 o 2º Conde de Galveias é substituído no vice-reinado por Dom Luís Pedro Peregrino de Carvalho Meneses e Ataíde (10º Conde de Atouguia).

Em 13 de maio de 1750 foi assinado o Tratado de Madri, que delimita as novas fronteiras da colônia.

Em agosto de 1754 Dom Luís Pedro Peregrino de Carvalho Meneses e Ataíde, é substituído no cargo de vice-rei por um triunvirato composto pelos senhores Dom Manual Antônio, da Cunha Souto Maior, Dom José Botelho de Matos  e o Coronel Lourenço Monteiro. Ficam até 23 de dezembro de 1755.

Em 1 de novembro de 1755 um terremoto arrasa Lisboa.

Em 1755 assume como vice-rei Dom Marcos de Noronha (6º Conde dos Arcos).

Em 1759 seguindo ordens do Marques de Pombal, o vice-rei Conde dos Arcos expulsa os jesuítas do Brasil.

Em 6 de Junho de 1760 Dona Maria casou-se com o seu tio, o infante Dom Pedro, que era príncipe do Brasil e veio a ser, pelo casamento, o rei consorte Dom Pedro III.

Em janeiro de 1760 assume como vice-rei Dom Antonio de Almeida Soares Portugal, o Marques de Lavradio, morreu em julho do mesmo ano; segue um governo interino.

Em 1º de janeiro de 1763 o Marques de Pombal determina a transferência da capital brasileira da Bahia para o Rio de Janeiro. Neste mesmo dia e ano morre o Governador Gomes Freire de Andrada - o Conde de Bobadela - que administrou por trinta anos a província do Rio de Janeiro.

Também em 1763 assume como vice-rei o Conde da Cunha (Dom Antonio Álvares da Cunha).

Em 1767 assume como vice-rei Dom Antonio Rolim de Moura Tavares o Conde de Azambuja, muito doente e surdo como uma porta, fica apenas dois anos no cargo.

Em 1769 assume como vice-rei Dom Luís de Almeida Soares Portugal Alarcão Eça e Melo Silva Mascarenhas o 2º Marques de Lavradio. A Rua do Lavradio no centro da cidade do Rio de Janeiro foi ele quem mandou abrir e leva o nome do seu título.

Em 13 de maio de 1777 Dona Maria I, com a morte do pai Dom José I, foi aclamada rainha.

Em  1779 ocupa o cargo de vice-rei Dom Luís de Vasconcelos e Souza. No final de sua gestão foram feitas as denúncias sobre a Conjuração Mineira, e foi ele que tomou as primeiras providências de repressão ao movimento. Também em sua gestão o Rio de Janeiro recebeu a visita do poeta português Bocage que ficou lisonjeado com a atenção recebida pelo vice-rei. Em função disto Bocage escreveu:

Eu, finalmente como respeito interno

Meus frouxos olhos nos teus olhos

pondo,

Teu amável governo

Tua justiça, teus costumes sondo

eu digo então: - Senhor, só tu podias

Tornar brilhantes os meus turvos dias.

Em 1786 morre o esposo de Dona Maria I, Dom Pedro III.

Em 1788 Dona Maria I perde dois dos seus filhos: Dom José e Dona Maria Ana.

Por essa época a Europa estava sofrendo enormes e definitivas mudanças, as Revoluções Burguesas ameaçavam os sistemas reais absolutistas, as guerras napoleônicas ameaçavam tudo, as colônias européias nas Américas começavam a ruir.

Logo após a morte do rei Dom José I, o Marquês de Pombal (Sebastião José de Carvalho e Melo que também era o Conde de Oeiras), pediu demissão de ministros e de outros cargos, o que a Rainha Dona Maria I deferiu. Contra ele foi depois instaurado um processo que veio a terminar pela sua condenação. Mas a rainha perdoou-lhe parte dos castigos, limitando-se e determinar que se ausentasse para local distante da corte em vinte léguas. O Marquês partiu então para Pombal, onde viveu os últimos anos da sua vida..O Marques de Pombal governou por quase 30 anos com poderes enormes, fez várias reformas no Estado Português e nas Colônias, inclusive no Brasil. A Igreja e a nobreza foram alvos constantes de Pombal. Ela também perdoou os acusados de um atentado contra a vida de Dom Miguel, por esses e outros motivos, durante algum tempo ela foi apelidada de "A Piedosa" com a ascensão de Dona Maria, chegou a hora da revanche, num período que ficou conhecido como a "Viradeira".

Em Portugal, antes de ser declarada louca, ela fez muito pelo reino em detrimento das colônias:

Logo no início de seu reinado, assinou o Tratado de Santo Ildefonso, que restituiu à Espanha a colônia do Sacramento, encrave português no sul do Uruguai. Ainda no campo das relações exteriores, completou os ajustes fronteiriços entre o Brasil e as colônias espanholas do Prata, de acordo com as cláusulas do Tratado do Pardo.

Fundou a Academia Real das Ciências, a Biblioteca Nacional, a Academia Real da Marinha, a Academia Real da Fortificação e a Casa Pia de Lisboa. Criou ainda muitas escolas de instrução primária e de outros graus de ensino. Durante o seu reinado construiu-se a Basílica da Estrela, em Lisboa, principiaram-se as obras do Teatro de São Carlos e concluiu-se a Igreja da Memória em Belém. Deve-se a Dona Maria I e ao seu reinado, a inauguração da iluminação pública em Lisboa.

Portugal era muito dependente da economia inglesa, Dona Maria ficou numa situação delicada quando ocorreu a independência dos Estados Unidos, em 1776. Por um lado a situação de guerra favoreceu os cofres portugueses, pois Portugal passou a ser um dos poucos países envolvidos com comércio em larga distância que não estava em guerra, por outro, desagradava os ingleses perder um dependente econômico em virtude de estar perdendo uma colônia do tamanho dos Estados Unidos, mesmo enriquecendo as custas do drama inglês, o poderio da esquadra inglesa era insuperável naqueles tempos, ela consegui equilibrar essa situação com muita habilidade para quem mais tarde enlouqueceu.

O Brasil estava em franca recuperação econômica graças as empresas que o Marques de Pombal havia estabelecido com o intuito de fortalecer a economia das colônias, Dona Maria extinguiu diversas dessas companhias estabelecidas por Pombal, com o objetivo de desenvolver as atividades mercantis. Além disso, foi ela a Rainha que pressionou pela "derrama", a cobrança de uma cota mínima de ouro em Minas Gerais, independente da produção obtida. Foi este o gatilho que disparou a Inconfidência Mineira.

Ela era, digamos assim, uma retrógrada de marca maior e em 5 de janeiro de 1785, chegou a proibir a indústria (manufatura de bens) no Brasil promulgando o seguinte alvará sobre indústrias no Brasil:

Eu a rainha faço saber aos que este alvará virem:

Que sendo-me presente o grande número de fábricas e manufaturas que de alguns anos por esta parte se têm difundido em diferentes capitanias do Brasil, com grave prejuízo da cultura, e da lavoura, e da exploração de terras minerais daquele vasto continente;   porque havendo nele uma grande, e conhecida, falta de população, é evidente que, quanto mais se multiplicar o número dos fabricantes, mais diminuirá o dos cultivadores; e menos braços haverá que se possam empregar no descobrimento, e rompimento de uma grande parte daqueles extensos domínios que ainda se acha inculta, e desconhecida. 
       Nem as sesmarias, que formam outra considerável parte desses mesmos domínios, poderão prosperar, nem florescer, por falta do benefício da cultura, não obstante ser esta a essencialíssima condição com que foram dadas aos proprietários delas. E até nas terras minerais ficará cessando de todo, como já tem consideravelmente diminuído, a extração de ouro, e diamantes, tudo procedido da falta de braços, que devendo-se empregar nestes úteis e vantajosos trabalhos, ao contrário os deixam, e abandonam, ocupando-se de outros totalmente diferentes, como são as referidas fábricas e manufaturas. E consistindo a verdadeira e sólida riqueza nos frutos e produções da terra, os quais somente se conseguem por meio de colonos e cultivadores, e não de artistas e fabricantes. E sendo além disso as produções do Brasil as que fazem todo fundo e base, não só das permutações mercantis, mas da navegação e comércio entre meus leais vassalos habitantes destes reinos, e daqueles domínios, que devo animar, sustentar em benefício comum de uns e outros, removendo na sua origem os obstáculos que lhes são prejudiciais e nocivos. Em consideração de todo o referido, hei por bem ordenar que todas as fábricas, manufaturas ou teares de galões, de tecidos, de bordados de ouro e prata, de veludos, brilhantes, cetins, tafetás, ou qualquer outra espécie de seda; de belbuts, chitas, bombazinas, fustões, ou de qualquer outra fazenda de linho, branca ou de cores; e de panos, droguetes, baetas, ou de qualquer outra espécie de tecido de lã; ou que os ditos tecidos sejam fabricados de um só dos referidos gêneros ou misturados, e tecidos uns com os outros; excetuando-se tão somente aqueles ditos teares ou manufaturas em que se tecem, ou manufaturam, fazendas grossas de algodão, que servem para o uso e vestuário de negros, para enfardar, para empacotar, e para outros ministérios semelhantes; todas as mais sejam extintas e abolidas por qualquer parte em que se acharem em meus domínios do Brasil, debaixo de pena de perdimento, em tresdobro, do valor de cada uma das ditas manufaturas, ou teares, e das fazendas que nelas houver e que se acharem existentes dois meses depois da publicação deste; repartindo-se a dita condenação metade a favor do denunciante, se houver, e outra metade pelos oficiais que fizerem a diligência; e não havendo denunciante, tudo pertencerá aos mesmos oficiais.

Em 1789 explodiu a Revolução Francesa, que espalhou pela Europa seu ideário liberal, e, alguns anos mais tarde, o terror da ocupação pelos exércitos napoleônicos.

Em 1790 assume no Rio de Janeiro o cargo de vice-rei do Brasil, Dom José Luís de Castro (2º conde de Resende), ele deu prosseguimento ao processo nos implicados na Conjuração Mineira, ameaçou com severas punições quem não acendesse luminárias na frente das casa,como apoio ao enforcamento e esquartejamento de Tiradentes

Em 1792, Dona Maria foi declarada incapaz mentalmente.

Também em 1792 seu filho Dom João assume oficiosamente o trono.

Em 16 de julho de 1799 Dom João VI assume oficialmente a regência.

Em 1801, assume no Rio de Janeiro como vice-rei Dom Fernando José de Portugal e Castro (2º Marquês de Aguiar).

Em 1806 assume no Rio de Janeiro como vice-rei Dom Marcos de Noronha e Brito (8º Conde dos Arcos), foi o último vice-rei da colônia, cabendo-lhe a tarefa de preparar o Brasil para receber a família real, que chegaria em 1808.

Ficou famosa a estória da fuga dos fidalgos de Bragança de Portugal, por ocasião da vinda da família real portuguesa para o Brasil essa chamada "fuga" ficou conhecida como “a noite da covardia” – foi em novembro de 1807 quando, enfrentando um temporal, deixou parte da família real nas terras portuguesas, rumo ao Brasil, atendendo aos conselhos do ministro inglês Lord Strangford. A Rainha Dona Maria I, declarada louca desde 1792, em brados de desespero, em gritos de protesto, produziu um grande escândalo no cais. “Foram, aliás, seus gestos alucinantes, o único vislumbre de vida, pois o brio, a força, a dignidade portuguesa, acabavam ali nos lábios ardentes de uma rainha doida...”

Essas palavras foram escritas por Oliveira Martins; que houve a fuga houve, que muito provavelmente a Rainha Dona Maria I fez escândalo, deve ter feito, afinal ela era louca mesmo, mas as cores como ele pinta o quadro é dramático demais, ele com certeza estava de má fé, pois não foi uma fuga covarde, as pressas como ele tenta passar, foi muito mais uma retirada estratégica e muito bem pensada, pois a família real, veio acompanhada de uma frota de 21 navios (leia a biografia de Dom João VI neste site), e uma biblioteca enorme para a época, com escolta de vários navios de guerra portugueses e ingleses; não se sai assim as pressas para uma viagem para o outro lado do atlântico nem mesmo hoje em dia.

Em 7 de março de 1808 Dona Maria I chega ao Brasil acompanhando seu filho e o resto da corte portuguesa.

Viveu no Convento das Carmelitas no Rio de Janeiro até morrer, aos 81 anos, em 20 de março de 1816.

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