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Nome:
Dona Maria Francisca Isabel Josefa Antonia Gertrudes Rita Joana
Local e data de
nascimento: Lisboa, a 17 de Dezembro de 1734.
Local
e data da Morte: Rio de Janeiro,
a 20 de Março de 1816, estando sepultada na
Basílica do Coração de Jesus, na Estrela,
em Lisboa.
Dona
Maria I (a louca), filha de Dom José I de Bragança e Dona
Maria Ana Vitória de Bourbon, usou o título de Princesa da Beira
até se tornar rainha. Proclamada rainha de Portugal como Dona
Maria I em 13 de maio de 1777; era uma criança precoce e muito
bonita. Aos 4
anos lia português e castelhano (espanhol) e aos 5 anos aprendia latim.
Seus
filhos:
Dom
José Francisco Xavier de Paula Domingos António Agostinho Anastácio
Infante de Portugal, Príncipe da Beira e Duque de Bragança, nasceu
no Paço da Ajuda em 20 de Agosto de 1761, casou em 1777 com sua
tia Dona Maria Francisca Benedita de Bragança e faleceu no
mesmo Paço a 11 de Setembro de 1788. Esse aí é que deveria ter
sido o Rei de Portugal Brasil e Algarves no lugar de Dom João
VI, mas ele morreu, vítima de varíola. Está sepultado no Panteão
de São Vicente de Fora.
Dom
João, Infante de Portugal. Nasceu e faleceu em 1763, está
sepultado no Panteão de São Vicente de Fora.
Dom
João VI de Bragança, nasceu em 13
de Maio de 1767, no Palácio Real da Ajuda, próximo a Lisboa
- Portugal, se casou em 9 de junho de 1785 com Dona Carlota
Joaquina e morreu em 10 Março de 1826, Lisboa, Portugal. Virou
rei dos Reinos de Portugal Brasil e Algarves devido a morte do
irmão mais velho Dom José e do segundo filho de Dona Maria I,
que morreu logo ao nascer. (veja a biografia completa de Dom João VI
a partir da página inicial deste site)
Dona
Maria Clementina. Nasceu em Lisboa - Portugal, em 1774 e
faleceu na mesma cidade em 1776, estando sepultada em São Vicente de
Fora.
Dona
Maria Isabel. Nasceu em Queluz- Portugal, em 23 de Dezembro
de 1766, faleceu em Lisboa, em 1777, e jaz no mesmo panteão;
Dona
Maria Ana (ou Mariana) Vitória Josefa de Bragança, nasceu em Queluz
- Portugal, a 15 de Dezembro de 1768, em 1785 casou com Gabriel
António Francisco Xavier de Bourbon, infante de Espanha, e morreu em 1788.
Em
1735 o Conde de Sabugosa deixa de ser vice-rei no Brasil.
Nomeado
vice-rei no Brasil, André de Melo e Castro, 2º Conde de
Galveias.
Em
1749 o 2º Conde de Galveias é substituído no vice-reinado por Dom
Luís Pedro Peregrino de Carvalho Meneses e Ataíde (10º Conde de
Atouguia).
Em
13 de maio de 1750 foi assinado o Tratado de Madri, que delimita as
novas fronteiras da colônia.
Em
agosto de 1754 Dom Luís Pedro Peregrino de Carvalho Meneses e Ataíde,
é substituído no cargo de vice-rei por um triunvirato composto pelos
senhores Dom Manual Antônio, da Cunha Souto Maior, Dom
José Botelho de Matos e o Coronel Lourenço Monteiro.
Ficam até 23 de dezembro de 1755.
Em
1 de novembro de 1755 um terremoto arrasa Lisboa.
Em
1755 assume como vice-rei Dom Marcos de Noronha (6º Conde dos
Arcos).
Em
1759 seguindo ordens do Marques de Pombal, o vice-rei Conde dos
Arcos expulsa os jesuítas do Brasil.
Em 6 de Junho de 1760
Dona Maria casou-se com o seu tio,
o infante Dom Pedro, que era príncipe do Brasil e veio a
ser, pelo casamento, o rei consorte Dom Pedro III.
Em
janeiro de 1760 assume como vice-rei Dom Antonio de Almeida Soares
Portugal, o Marques de Lavradio, morreu em julho do mesmo ano;
segue um governo interino.
Em
1º de janeiro de 1763 o Marques de Pombal determina a transferência
da capital brasileira da Bahia para o Rio de Janeiro. Neste
mesmo dia e ano morre o Governador Gomes Freire de Andrada - o Conde
de Bobadela - que administrou por trinta anos a província do Rio de
Janeiro.
Também
em 1763 assume como vice-rei o Conde da Cunha (Dom Antonio
Álvares da Cunha).
Em
1767 assume como vice-rei Dom Antonio Rolim de Moura Tavares o Conde
de Azambuja, muito doente e surdo como uma porta, fica apenas dois anos
no cargo.
Em
1769 assume como vice-rei Dom Luís de Almeida Soares Portugal Alarcão
Eça e Melo Silva Mascarenhas o 2º Marques de Lavradio. A Rua
do Lavradio no centro da cidade do Rio de Janeiro foi ele quem
mandou abrir e leva o nome do seu título.
Em
13 de maio de
1777 Dona
Maria I, com a morte do pai Dom José I, foi aclamada
rainha.
Em
1779 ocupa o cargo de vice-rei Dom Luís de Vasconcelos e Souza. No
final de sua gestão foram feitas as denúncias sobre a Conjuração
Mineira, e foi ele que tomou as primeiras providências de repressão ao
movimento. Também em sua gestão o Rio de Janeiro recebeu a visita
do poeta português Bocage que ficou lisonjeado com a atenção
recebida pelo vice-rei. Em função disto Bocage escreveu:
Eu,
finalmente como respeito interno
Meus
frouxos olhos nos teus olhos
pondo,
Teu
amável governo
Tua
justiça, teus costumes sondo
eu
digo então: - Senhor, só tu podias
Tornar
brilhantes os meus turvos dias.
Em
1786 morre o esposo de Dona Maria I, Dom Pedro III.
Em
1788 Dona Maria I perde dois dos seus filhos: Dom José e Dona
Maria Ana.
Por
essa época a Europa estava sofrendo enormes e definitivas mudanças, as Revoluções
Burguesas ameaçavam os sistemas reais absolutistas, as guerras napoleônicas
ameaçavam tudo, as colônias européias nas Américas começavam
a ruir.
Logo
após a morte do rei Dom José I, o Marquês de Pombal (Sebastião
José de Carvalho e Melo que também era o Conde de Oeiras),
pediu demissão de ministros e de outros cargos, o que a Rainha Dona
Maria I deferiu. Contra ele foi depois instaurado um processo que
veio a terminar pela sua condenação. Mas a rainha perdoou-lhe parte
dos castigos, limitando-se e determinar que se ausentasse para local
distante da corte em vinte léguas. O Marquês partiu então para
Pombal, onde viveu os últimos anos da sua vida..O
Marques de Pombal governou por quase 30 anos com poderes enormes, fez várias reformas no
Estado Português e nas Colônias, inclusive no Brasil. A Igreja e a nobreza
foram alvos constantes de Pombal. Ela também perdoou os acusados
de um atentado contra a vida de Dom Miguel, por esses e outros
motivos, durante algum tempo ela foi apelidada de "A Piedosa"
com a ascensão de Dona Maria,
chegou a hora da revanche, num período que ficou conhecido como a
"Viradeira".
Em
Portugal, antes de ser declarada louca, ela fez muito pelo reino em
detrimento das colônias:
Logo
no início de seu reinado, assinou o Tratado de Santo Ildefonso,
que restituiu à Espanha a colônia do Sacramento, encrave
português no sul do Uruguai. Ainda no campo das relações
exteriores, completou os ajustes fronteiriços entre o Brasil e
as colônias espanholas do Prata, de acordo com as cláusulas do Tratado
do Pardo.
Fundou
a Academia Real das Ciências, a Biblioteca Nacional, a Academia
Real da Marinha, a Academia Real da Fortificação e a Casa
Pia de Lisboa. Criou ainda muitas escolas de instrução primária e
de outros graus de ensino. Durante o seu reinado construiu-se a Basílica
da Estrela, em Lisboa, principiaram-se as obras do Teatro
de São Carlos e concluiu-se a Igreja da Memória em Belém.
Deve-se a Dona Maria I e ao seu reinado, a inauguração da iluminação
pública em Lisboa.
Portugal
era muito dependente da economia inglesa, Dona Maria ficou numa
situação delicada quando ocorreu a independência dos Estados
Unidos, em 1776. Por um lado a situação de guerra favoreceu os
cofres portugueses, pois Portugal passou a ser um dos poucos países
envolvidos com comércio em larga distância que não estava em guerra,
por outro, desagradava os ingleses perder um dependente econômico em
virtude de estar perdendo uma colônia do tamanho dos Estados Unidos,
mesmo enriquecendo as custas do drama inglês, o poderio da esquadra
inglesa era insuperável naqueles tempos, ela consegui equilibrar essa
situação com muita habilidade para quem mais tarde enlouqueceu.
O
Brasil estava em franca recuperação econômica graças as empresas
que o Marques de Pombal havia estabelecido com o intuito de
fortalecer a economia das colônias, Dona Maria extinguiu
diversas dessas companhias estabelecidas por Pombal, com o
objetivo de desenvolver as atividades mercantis. Além disso, foi ela a
Rainha que pressionou pela "derrama", a cobrança
de uma cota mínima de ouro em Minas Gerais, independente da
produção obtida. Foi este o gatilho que disparou a Inconfidência
Mineira.
Ela
era, digamos assim, uma retrógrada de marca maior e em 5 de janeiro de
1785, chegou a proibir a indústria (manufatura de bens) no Brasil
promulgando o seguinte alvará sobre indústrias no Brasil:
Eu
a rainha faço saber aos que este alvará virem:
Que sendo-me presente o grande número de fábricas e manufaturas que de
alguns anos por esta parte se têm difundido em diferentes capitanias do
Brasil, com grave prejuízo da cultura, e da lavoura, e da exploração
de terras minerais daquele vasto continente; porque havendo
nele uma grande, e conhecida, falta de população, é evidente que,
quanto mais se multiplicar o número dos fabricantes, mais diminuirá o
dos cultivadores; e menos braços haverá que se possam empregar no
descobrimento, e rompimento de uma grande parte daqueles extensos domínios
que ainda se acha inculta, e desconhecida.
Nem as sesmarias, que formam outra
considerável parte desses mesmos domínios, poderão prosperar, nem
florescer, por falta do benefício da cultura, não obstante ser esta a
essencialíssima condição com que foram dadas aos proprietários
delas. E até nas terras minerais ficará cessando de todo, como já tem
consideravelmente diminuído, a extração de ouro, e diamantes, tudo
procedido da falta de braços, que devendo-se empregar nestes úteis e
vantajosos trabalhos, ao contrário os deixam, e abandonam, ocupando-se
de outros totalmente diferentes, como são as referidas fábricas e
manufaturas. E consistindo a verdadeira e sólida riqueza nos frutos e
produções da terra, os quais somente se conseguem por meio de colonos
e cultivadores, e não de artistas e fabricantes. E sendo além disso as
produções do Brasil as que fazem todo fundo e base, não só das
permutações mercantis, mas da navegação e comércio entre meus leais
vassalos habitantes destes reinos, e daqueles domínios, que devo
animar, sustentar em benefício comum de uns e outros, removendo na sua
origem os obstáculos que lhes são prejudiciais e nocivos. Em consideração
de todo o referido, hei por bem ordenar que todas as fábricas,
manufaturas ou teares de galões, de tecidos, de bordados de ouro e
prata, de veludos, brilhantes, cetins, tafetás, ou qualquer outra espécie
de seda; de belbuts, chitas, bombazinas, fustões, ou de qualquer outra
fazenda de linho, branca ou de cores; e de panos, droguetes, baetas, ou
de qualquer outra espécie de tecido de lã; ou que os ditos tecidos
sejam fabricados de um só dos referidos gêneros ou misturados, e
tecidos uns com os outros; excetuando-se tão somente aqueles ditos
teares ou manufaturas em que se tecem, ou manufaturam, fazendas grossas
de algodão, que servem para o uso e vestuário de negros, para
enfardar, para empacotar, e para outros ministérios semelhantes; todas
as mais sejam extintas e abolidas por qualquer parte em que se acharem
em meus domínios do Brasil, debaixo de pena de perdimento, em
tresdobro, do valor de cada uma das ditas manufaturas, ou teares, e das
fazendas que nelas houver e que se acharem existentes dois meses depois
da publicação deste; repartindo-se a dita condenação metade a favor
do denunciante, se houver, e outra metade pelos oficiais que fizerem a
diligência; e não havendo denunciante, tudo pertencerá aos mesmos
oficiais.
Em
1789 explodiu a Revolução Francesa, que espalhou pela Europa
seu ideário liberal, e, alguns anos mais tarde, o terror da ocupação
pelos exércitos napoleônicos.
Em
1790 assume no Rio de Janeiro o cargo de vice-rei do Brasil, Dom
José Luís de Castro (2º conde de Resende), ele deu
prosseguimento ao processo nos implicados na Conjuração Mineira,
ameaçou com severas punições quem não acendesse luminárias na frente
das casa,como apoio ao enforcamento e esquartejamento de Tiradentes.
Em
1792, Dona Maria foi declarada
incapaz mentalmente.
Também
em 1792 seu filho Dom João assume oficiosamente o trono.
Em
16 de julho de 1799 Dom João VI assume oficialmente a regência.
Em
1801, assume no Rio de Janeiro como vice-rei Dom Fernando José de
Portugal e Castro (2º Marquês de Aguiar).
Em
1806 assume no Rio de Janeiro como vice-rei Dom Marcos de Noronha
e Brito (8º Conde dos Arcos), foi o último vice-rei da colônia,
cabendo-lhe a tarefa de preparar o Brasil para receber a família
real, que chegaria em 1808.
Ficou
famosa a estória da fuga dos fidalgos de Bragança de Portugal,
por ocasião da vinda da família real portuguesa para o Brasil essa
chamada "fuga" ficou conhecida como “a noite da
covardia” – foi em novembro de 1807 quando, enfrentando um temporal,
deixou parte da família real nas terras portuguesas, rumo ao Brasil,
atendendo aos conselhos do ministro inglês Lord Strangford. A Rainha
Dona Maria I, declarada louca desde 1792, em brados de desespero, em gritos de
protesto, produziu um grande escândalo no cais. “Foram, aliás, seus
gestos alucinantes, o único vislumbre de vida, pois o brio, a força, a
dignidade portuguesa, acabavam ali nos lábios ardentes de uma rainha
doida...”
Essas
palavras foram escritas por Oliveira Martins; que houve a fuga
houve, que muito provavelmente a Rainha Dona Maria I fez escândalo,
deve ter feito, afinal ela era louca mesmo, mas as cores como ele pinta
o quadro é dramático demais, ele com certeza estava de má fé, pois
não foi uma fuga covarde, as pressas como ele tenta passar, foi muito
mais uma retirada estratégica e muito bem pensada, pois a família
real, veio acompanhada de uma frota de 21 navios (leia a biografia de Dom
João VI neste site), e uma biblioteca enorme para a época, com
escolta de vários navios de guerra portugueses e ingleses; não se sai
assim as pressas para uma viagem para o outro lado do atlântico nem
mesmo hoje em dia.
Em
7 de março de 1808 Dona Maria I chega ao Brasil acompanhando
seu filho e o resto da corte portuguesa.
Viveu
no Convento das Carmelitas no Rio de Janeiro até morrer,
aos 81 anos, em 20 de março de 1816.
 
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