Pequena História do Catete - Museus & etc...
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Castelinho do Flamengo - Casa de Cultura Oduvaldo Viana Filho

Castelinho

Oduvaldo Vianna Filho

Oduvaldo Vianna Filho

 

Oduvaldo Vianna Filho - O Vianinha

Vianinha

Oduvaldo Vianna Filho

Pedro Nava

Pedro Nava

Carlos Eduardo Novaes

Carlos Eduardo Novaes

Leila do Flamengo

Leila do Flamengo

Julio Coutinho

Julio Coutinho

 

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Castelinho do Flamengo

Centro Cultural Oduvaldo Viana Filho

Secretaria Municipal das Culturas

Praia do Flamengo, 158 (entrada pela Rua Dois de Dezembro)

História

O Castelinho do Flamengo, também conhecido carinhosamente como Castelinho das Bruxas, foi construído com a finalidade de residência do Comendador Joaquim da Silva Cardoso e sua esposa Dona Carolina.Castelinho, início do Século XX

Foi projetado em 1916 pelo arquiteto italiano Gino Copede e sua construção terminou em 1918. A construtora responsável era de propriedade do próprio dono da residência, Sr. Joaquim da Silva Cardoso um rico empreendedor português na área de construção, tendo sido inclusive um dos fundadores e presidente (1931 a 1934), do atual SINDUSCON-RIO, Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Rio de Janeiro.

O castelinho é de linha arquitetônica eclética porém com tendências italianas, mescla de diversos estilos como é muito comum no Bairro do Catete e no Rio de Janeiro em geral.

A família viveu ali até 1932.

O imóvel foi vendido para o Sr. Avelino Fernandes que vivia em Belo Horizonte e queria uma residência no Rio de Janeiro para viver com sua esposa Dona Rosalina Feu Fernandes e a sua filha Maria de Lourdes Feu Fernandes. A família empobreceu e vendeu o castelinho para o Senador Mendonça Martins. Com o o falecimento do senador, a casa entrou em litígio entre os possíveis herdeiros; esse litígio só terminou em 1983.

Os mais velhos contam que casal foi atropelado em frente ao castelinho e a filha ficou sob a responsabilidade de um tutor que a maltratou e roubou seus bens. Depois de morta, o fantasma de Maria de Lourdes volta para tomar conta do que é dela.

Esta história também é contada por uma diretora do castelinho. Se você acredita nessas coisas...

Após uma obra, período que o Castelinho esteve fechado ao público; na cerimônia de reabertura, uma vereadora que auxiliou politicamente os trabalhos (Vereadora Leila do Flamengo), organizou um culto ecumênico logo que o castelinho foi reaberto.

Chamou um religioso para "expurgar" o casarão. Ela alegou, à época que "o lugar estava carregado".

Durante todos esses anos o castelinho foi abandonado, invadido, virou cortiço, favela e houve uma tentativa de uns universitários de transformar o imóvel num centro de ciências e tecnologia.

Em 1983 o então Presidente do Conselho Municipal de Proteção ao Patrimônio Cultural o Escritor Pedro Nava junto com o ex-Prefeito Julio Coutinho (Júlio Alberto de Morais Coutinho)promoveram o tombamento do imóvel, porém as ocupações irregulares continuaram até 1989.

Destruíram quase todo o interior do castelinho; só a custo de uma incrível obra de restauração foi possível estarmos com ele de volta, dessa vez não mais como residência, mas como Centro Cultural Oduvaldo Viana Filho (também conhecido como Vianinha), dramaturgo, diretor e ator, 1936-1974).

As obras de restauração ficou a cargo do escritório paranaense Aresta Arquitetura e Restauro; a obra custou U$ 1,200.000 (um milhão e duzentos mil dólares).

A Inauguração.

Em 20 de dezembro de 1992 foi inaugurado como Centro Cultural Oduvaldo Vianna Filho; estavam presentes a cerimônia o Prefeito Marcelo Alencar e o Secretário Municipal de Cultura Turismo e Esporte o Escritor Carlos Eduardo Novaes.

Hoje o Castelinho do Flamengo é um centro de cultura, com uma videoteca que dispões de mais de 1.500 títulos em seu acervo, 14 cabines individuais para vídeo e TV a cabo, no 2º andar existe o Auditório Lumiére com capacidade para 40 lugares e mais duas salas para cursos e workshops e uma sala para exposições; na torre no 4º andar há o Espaço Curinga destinado a leitura de textos dramatizados.