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Centro Cultural Oduvaldo
Viana Filho
Secretaria
Municipal das Culturas
Praia do
Flamengo, 158 (entrada pela Rua Dois de Dezembro)
História
O
Castelinho do Flamengo, também
conhecido carinhosamente como Castelinho das Bruxas, foi construído
com a finalidade de residência do Comendador Joaquim da Silva Cardoso e sua
esposa Dona Carolina.
Foi
projetado em 1916 pelo arquiteto italiano Gino Copede e sua construção
terminou em 1918. A construtora responsável era de propriedade do próprio
dono da residência, Sr. Joaquim da Silva Cardoso um rico empreendedor
português na área de construção, tendo sido inclusive um dos
fundadores e presidente (1931
a 1934), do atual SINDUSCON-RIO,
Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Rio de Janeiro.
O castelinho é de linha arquitetônica eclética porém com tendências
italianas, mescla de diversos estilos como é muito comum no Bairro do
Catete e no Rio de Janeiro em geral.
A
família viveu ali até 1932.
O
imóvel foi vendido para o Sr. Avelino Fernandes que vivia em Belo
Horizonte e queria uma residência no Rio de Janeiro para viver com sua
esposa Dona Rosalina Feu Fernandes e a sua filha Maria de Lourdes Feu
Fernandes. A família empobreceu e vendeu o castelinho para o Senador
Mendonça Martins. Com o o falecimento do senador, a casa entrou em
litígio entre os possíveis herdeiros; esse litígio só terminou em
1983.
Os mais
velhos contam que casal foi atropelado em frente ao castelinho e a filha
ficou sob a responsabilidade de um tutor que a maltratou e roubou seus bens.
Depois de morta, o fantasma de Maria de Lourdes volta para tomar
conta do que é dela.
Esta
história também é contada por uma diretora do castelinho. Se você
acredita nessas coisas...
Após uma
obra, período que o Castelinho esteve fechado ao público; na cerimônia de
reabertura, uma vereadora que auxiliou politicamente os trabalhos (Vereadora
Leila do Flamengo), organizou um culto ecumênico logo que o castelinho
foi reaberto.
Chamou um
religioso para "expurgar" o casarão. Ela alegou, à época que
"o lugar estava carregado".
Durante
todos esses anos o castelinho foi abandonado, invadido, virou cortiço,
favela e houve uma tentativa de uns universitários de transformar o
imóvel num centro de ciências e tecnologia.
Em 1983
o então Presidente do Conselho Municipal de Proteção ao Patrimônio
Cultural o Escritor Pedro Nava junto com o ex-Prefeito Julio Coutinho
(Júlio Alberto de Morais Coutinho)promoveram o tombamento do imóvel, porém as ocupações irregulares
continuaram até 1989.
Destruíram
quase todo o interior do castelinho; só a custo de uma incrível obra
de restauração foi possível estarmos com ele de volta, dessa vez não mais
como residência, mas como Centro Cultural Oduvaldo Viana Filho
(também conhecido como Vianinha), dramaturgo, diretor e ator, 1936-1974).
As obras
de restauração ficou a cargo do escritório paranaense Aresta
Arquitetura e Restauro; a obra custou U$ 1,200.000 (um milhão e
duzentos mil dólares).
A
Inauguração.
Em 20 de dezembro de 1992 foi inaugurado como
Centro
Cultural Oduvaldo Vianna Filho; estavam presentes a cerimônia o
Prefeito Marcelo Alencar e o Secretário Municipal de Cultura Turismo e
Esporte o Escritor Carlos Eduardo Novaes.
Hoje o Castelinho
do Flamengo é um centro de cultura, com uma videoteca que dispões
de mais de 1.500 títulos em seu acervo, 14 cabines individuais para vídeo
e TV a cabo, no 2º andar existe o Auditório Lumiére com
capacidade para 40 lugares e mais duas salas para cursos e workshops e
uma sala para exposições; na torre no 4º andar há o Espaço
Curinga destinado a leitura de textos dramatizados.
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