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Rua Bento Lisboa (Conselheiro Barão de Cairu, Bento da Silva Lisboa,
1783-1864); esta rua se chamava
Rua da Pedreira da Candelária, devido ao fato de ter havido ali uma pedreira
de onde se extraíram as pedras para a construção da Igreja da
Candelária no Centro da Cidade do Rio de Janeiro. Por
volta de 1910, as placas dos bondes do Bairro de Laranjeiras ainda se referiam a
Rua Bento Lisboa, como Rua da Candelária, se referindo ao seu antigo
nome, Rua da Pedreira da Candelária.
A
homenagem a Bento Lisboa é no
mínimo curiosa, ele foi o camarada que negociou
em 1842 na
Europa o casamento do Imperador Dom Pedro II com a Imperatriz Teresa
Cristina de Nápoles (Dona Teresa Cristina Maria de Bourbon, filha do Rei Francisco I,
Rei
das duas Sicílias), (em muitos escritos seu nome é grafado assim:
Theresa Christina), em 1865 ele publicou um livro de poesias com
o título ufanista de "Salve o Imperador", traduziu
para o português o Livro/Compendio da Riqueza das Nações
de Adam Smith do original em inglês e
em 1814, o Discurso
Fundamental sobre a População - Economia Política Moderna
de M. Herrenschwand. Ele também foi diplomata brasileiro no
Consulado Brasileiro em Portugal; na verdade quem foi muito importante foi seu
pai, ele
era filho do Barão e depois
Visconde de Cairu (José da Silva Lisboa, baiano
provavelmente de Salvador, 1756-1835), um
teórico da economia, responsável pelo primeiro trabalho escrito em
português sobre economia política: "Princípios do Direito
Mercantil" escrito em 1801,,"Observações
Sobre a Franqueza da Indústria, E Estabelecimento de Fábricas no
Brasil"; é considerado por muitos como sendo o primeiro
economista brasileiro; cogita-se ter sido ele
incentivador para a abertura dos portos a nações amigas.
Essa
versão dos acontecimentos foi relatada por seu filho Bento da Silva Lisboa
e tanto as biografias anteriores de José da Silva Lisboa quanto
os historiadores que examinaram o episódio de abertura dos portos
deram-lhe o papel de idealizador dessa medida. Além do mais, outros
testemunhos comprovaram essa mesma versão da ação pessoal de Cairu
na Abertura dos Portos: Tomás Antonio Vila Portugal, ministro e
homem forte da regência de Dom João, escreveu que:
“...Dom
Fernando foi capacitado por José da Silva Lisboa [...] para
fazer assinar por El Rey o Decreto para abrir todos os portos do Brasil
ao comércio das nações estrangeiras”; e o próprio Silva Lisboa
aludiu à sua participação no episódio, ao afirmar, no Prólogo das Observações
sobre o Comércio Franco do Brasil,
que havia: "...participado
da honra de concorrer para a dita resolução soberana (Abertura dos
Portos), sendo ouvido na qualidade oficial do meu emprego...”.
Ele era um
dos intelectuais favoritos de dom João VI, desde antes da vinda da
família real Portuguesa para o Brasil; isso lhe valeu o título de
bajulador por alguns historiadores mais modernos. A
fonte mais completa de dados sobre Cairu encontra-se na “Biographia
de José da Silva Lisboa, Visconde de Cayrú”, escrita por Bento
da Silva Lisboa, seu filho, como vimos acima, apresentada, em 1839,
numa sessão do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e
publicada pela Revista da
instituição no mesmo ano. Na
Rua Bento Lisboa, enquanto ainda se chamava Rua da Pedreira da
Candelária, já existia desde 1873 a Casa de Saúde São
Sebastião
(há relatos de que desde 1834, portanto 39 antes já havia ali a casa
de saúde), de propriedade do Dr. Júlio de Moura que hoje no ano de
2002 ainda está lá no mesmo lugar. Um anúncio em um jornal antigo
dizia:
"A Casa de Saúde São Sebastião atende a escravos e tinha
também quartos particulares para senhores de cinco a vinte anos".
Nesta casa de saúde, nasceu um ícone da musica popular brasileira moderna:
Chico Buarque de Holanda. Um
homem; o Sr. Francisco Manso de Paiva Coimbra, armado de um
punhal, saiu do quarto de pensão em que morava na Rua Bento Lisboa,
caminhou no sentido Largo do Machado, virou a esquerda na
Rua
Correa Dutra e a direita na Rua do Catete, o sol estava se
pondo a sua direita, por trás da Pedreira da Candelária,
o inverno estava terminando e iniciava a primavera, quarta-feira, oito
de setembro de 1915, nem frio nem calor, era necessário apertar o
passo, em direção a Praça José de Alencar.
(veja o significado dos nomes de todas as ruas e praças do Bairro do
Catete na coluna significado do nome das ruas na página inicial do
site) Outro
homem; o General, Vice-Presidente do Senado, Sr.
Pinheiro Machado (José
Gomes Pinheiro Machado), poderoso, impulsivo e sem dúvida, um destemido,
já havia travado vários duelos de pistola e antes havia sido herói na
luta contra a Revolução Federalista no Rio Grande do Sul,
era chamado de "O Fazedor de Reis"; um
caudilho... A
noite chegava, era necessário chegar antes da entrada do Sr.
Pinheiro Machado, ele iria visitar Rubião Júnior do Partido
Republicano Paulista no Hotel dos Estrangeiros (onde hoje
fica o Bar e Restaurante Planalto); atravessa a Praça
José de Alencar, e se posiciona a entrada do hotel... Pinheiro
Machado se aproxima com amigos e correligionários... O
Sr. Manso Paiva o deixa passar; saca o punhal e rapidamente o
ataca pelas costas. -
Ah! Canalha!
Apunhalaram-me... Os
amigos e correligionários; uns amparam o senador que se esvai em
sangue, outros agarram o assassino. Manso
Paiva nunca mais voltará ao seu quarto na Rua Bento Lisboa.
O homem de tantos inimigos foi morto por um desconhecido de nome "Manso":
O pedreiro Francisco Manso de Paiva Coimbra. Nunca
descobriram com certeza os mandantes do crime. Na
Rua Bento Lisboa, viveram o Almirante Tamandaré
após suas vitórias na
Guerra do Paraguai e o ex-Prefeito Henrique Valadares.


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